segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os diferentes tipos de tosse....

Os cães podem apresentar tosse e esta pode ser sinal clínico de várias doenças relacionadas diretamente ao coração ou não. Entre elas podemos citar:
- traqueobronquite
- bronquite crônica
- bronquite alérgica
- bronquiectasia
- colapso de traquéia
- tumores
- asma brônquica
- corpos estranhos
- pneumonia
- dirofilariose
- aumento cardíaco
- edema pulmonar
- tromboembolismo pulmonar

Assista os vídeos abaixo e observe se seu cão apresenta tosse parecida com algum cão mostrado aqui.


TOSSE COMO SINAL CLÍNICO DE DOENÇA CARDÍACA



 TOSSE COMO SINAL CLÍNICO DE ESPIRRO REVERSO



TOSSE COMO SINAL CLÍNICO DE COLAPSO DE TRAQUÉIA





Se o seu cão apresenta tosse, é muito importante diagnosticar sua origem para um correto tratamento ou controle. Procure seu veterinário. Ele saberá conduzir os exames necessários para descobrir porque seu cãozinho tosse.


sábado, 11 de junho de 2016

O que fazer em caso de emergência


Caso você precise de atendimento emergencial, é importante procurar rapidamente a clínica ou hospital mais próximo de você e que tenha estrutura para atendimento de emergências cardiológicas.
É importante que o local conte com plantão 24 horas e que possua oxigênio.

Para pacientes de Novo Hamburgo e cidades vizinhas, indico o Hospital Veterinário Cão e Cia, onde faço a rotina cardiológica. O hospital é 24 horas e se localiza na Avenida Vereador Adão Rodrigues de Oliveira, 244, bairro Ideal em Novo Hamburgo/RS. Telefone: (51) 3594-3172/9847-2086

Se você não mora perto ou está em deslocamento para cidades do interior ou litoral, é interessante, quando chegar ao local, já se informar sobre as clínicas veterinárias locais para agilizar o deslocamento caso ocorra uma urgência. 

Orientações ao proprietário de animal portador de cardiopatia




            Seu animal de estimação foi diagnosticado com uma cardiopatia. As cardiopatias são doenças graves, que envolve um dos mais importantes órgãos do corpo do animal: o coração. Sendo assim, o tratamento e acompanhamento corretos são muito importantes para conseguirmos uma maior sobrevida do animal, visto que a maioria destas doenças não apresenta cura definitiva. O sucesso do tratamento depende muito de sua dedicação.
O tratamento das cardiopatias tem por objetivo controlar tosse persistente, desmaios, intolerância a exercícios, dificuldade respiratória e aumento de volume abdominal, evitando assim o mal-estar, o emagrecimento e a rápida progressão da doença. Com o tratamento oferecemos ao animal bem-estar e melhor qualidade de vida.
            Seu animal terá retornos freqüentes, por isso é importante que suas vacinas e vermífugo estejam atualizados. 

1-    Observe atentamente seu animal quanto à ingestão de água e alimentos, bem como a freqüência de acessos de tosse, dificuldade para respirar, arroxeamento de língua, aumento de volume abdominal, quantidade de urina produzida e intolerância a exercícios. Esses são aspectos importantes para se avaliar o tratamento.

2-    Utilize rações ou comida caseira adequadamente balanceada indicadas pelo médico veterinário. A alimentação correta é parte muito importante do tratamento.

3-    Administre as medicações dentro dos horários previstos, evitando variações.

4-    Siga corretamente as orientações do médico veterinário quanto a retornos e realização de exames.

5-    Em caso de piora, não administre quaisquer medicações sem indicação veterinária. Os indícios de piora são apatia, dificuldade para respirar (respiração com freqüência aumentada e muita força para expirar) e se locomover, língua roxa ou pálida, pescoço estendido, tosse persistente, desmaios, e aumento de volume abdominal. 
      EM CASO DE CRISE RESPIRATÓRIA, COM LÍNGUA ARROXEADA, RESPIRAÇÃO FORÇADA, TRAZER AO HOSPITAL IMEDIATAMENTE. É UMA EMERGÊNCIA! QUANTO ANTES INICIAR O TRATAMENTO, MAIS CHANCES DE REVERTER O QUADRO...

6-    A grande maioria dos pacientes cardiopatas necessita de tratamento durante toda sua vida. Portanto, não interrompa o tratamento sem autorização expressa do médico veterinário responsável.

7-  Cuidado com as trocas bruscas de temperatura. Se for verão, mantenha o animal em local fresco, de preferência com ar condicionado e se for inverno, mantenha-o em local aquecido e muito cuidado com as saídas para a rua para urinar e defecar. Desligar estufa ou ar condicionado antes da saída para a temperatura ir baixando aos poucos, evitando assim choques térmicos.

8-  Se for viajar, leve sempre junto todos os exames para casos de emergência. Caso vá para ficar mais tempo, como para o litoral, procure antecipadamente por lá uma clínica que ofereça plantão 24horas e que tenha oxigênio pois este será fundamental para atendimento emergencial (sugestão: Pet Support na praia – Praia de Xangrilá. Fone: 3416-7111/8916-7556)

9- Todo animal cardiopata precisa de repouso. Não é desejada uma freqüência cardíaca aumentada. Então, se situações com carteiro, jornaleiro, entregadores ou o banho no pet são fatores estressantes para o paciente, é importante evitar submeter o paciente a tais situações.

10- O acompanhamento do paciente é fundamental. Lembre-se que ele recebe vários medicamentos ao dia e precisamos avaliar periodicamente o funcionamento do fígado, rins, alguns minerais e também a evolução da doença cardíaca através de exames que mostrem o tamanho do coração, possíveis arritmias, acúmulo de líquido no pulmão ou abdômen. Por isso, a cada 4 a 6 meses, de acordo com a orientação que você recebeu, é importante comparar os exames atuais com os antigos que já foram realizados.

     
   QUANDO CHEGAR O PERÍODO COMBINADO PARA REFAZER OS EXAMES, LIGAR PARA A RECEPÇÃO DO HOSPITAL E MARCAR HORÁRIO PARA TRAZER O CÃO. LEMBRE-SE DE AVISAR A ATENDENTE QUE VOCÊ JÁ E PACIENTE E PRECISA FAZER O CONTROLE PERIÓDICO. TRAZER SEMPRE JUNTO OS EXAMES ANTERIORES.



      EM CASO DE EMERGÊNCIA, LEVE O PACIENTE PARA O HOSPITAL

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Endocardiose da valva mitral

               A doença da valva mitral, também chamada endocardiose de mitral é a doença cardíaca mais frequente em cães. Os animais de pequeno porte são os mais acometidos e algumas raças são predispostas. Entre elas, o Poodle, Pinscher, Yorkshire, Dachshund, Maltês, Cavalier King Charles.

               Esta doença está presente em grande parte dos cães acima de 7 anos, entretanto, nem todos vão necessitar de tratamento e por isso a importância da avaliação de um profissional para que este defina a necessidade ou não de medicamentos.

               O primeiro sinal que fará o veterinário desconfiar de problemas cardíacos é o sopro cardíaco auscultado durante a consulta de rotina ou até no momento da vacinação anual. O sopro é comum em cães com mais de 7 anos. Se o cão é jovem e percebe-se o sopro, temos que investigar se ele tem anemia ou algum defeito na formação do coração.

               O sopro acontece porque a válvula do coração perdeu a capacidade de fechar corretamente, produzindo um som diferente durante a batida do coração. Em função disso, um volume residual de sangue se acumula dentro do coração e, para acomodar este volume extra, o coração aumenta de tamanho (ver foto abaixo).

              Entre os sinais clínicos que o cão pode apresentar estão: tosse que se assemelha a engasgo, perda de peso, desmaio (principalmente após tossir), cansaço, inchaço nas patas e abdômen e em casos mais graves, dificuldade respiratória, língua com coloração arroxeada, frequência respiratória aumentada e expiração forçada (nesses casos, considera-se uma emergência, necessitando assim, internação hospitalar).
             O diagnóstico é realizado através de exame clínico, histórico do paciente e exames complementares. Entre os exames, inclui-se:

* Exame radiográfico do tórax: observa-se o tamanho do coração, a estrutura respiratória, deslocamento da traquéia, edema pulmonar e bronquites.
* Exame ecocardiográfico: mensuração das câmaras cardíacas, do fluxo sanguíneo intracardíaco, aferição da pressão intracavitária (através do doppler colorido), função das valvas.
* Exame eletrocardiográfico: é a representação gráfica da atividade elétrica do coração. Fornece dados sobre arritmias, oxigenação do miocárdio, distúrbios de condução elétrica e distúrbios eletrolíticos. 

            A doença é grave e não há uma cura definitiva. O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade e o tempo de vida do paciente. São necessários medicamentos, controle de atividade física e muitas vezes mudança na dieta. Nem todo paciente com sopro cardíaco necessita de tratamento imediato.

           É importante salientar que as medicações são para a vida toda do cão e não devem ser suspendidos sem a orientação prévia do médico veterinário. O paciente cardiopata deve ser reavaliado a cada 4 a 6 meses. Com o tratamento adequado, o animal poderá viver muitos anos com qualidade de vida e atividade praticamente normais.


Valva mitral normal

Valva mitral degenerada


  

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Bem Vindos

      Este blog foi desenvolvido com o objetivo de divulgar o trabalho desenvolvido na cardiologia veterinária bem como orientar colegas veterinários e proprietários de pacientes sobre as doenças cardíacas que acometem os animais, os exames disponíveis para a obtenção de um diagnóstico mais preciso e o resultado terapêutico adequado. Além disso, propor cuidados adequados para estes pacientes buscando o bem estar e uma melhor qualidade de vida.

      O atendimento cardiológico, tanto para consultas quanto para exames é realizado através do agendamento de horário. São aceitos encaminhamentos para avaliação cardiológica e/ou exames através de outros colegas veterinários.

Hospital Veterinário Cão & Cia
Av. Vereador Adão Rodrigues de Oliveira, 244
Novo Hamburgo - RS
Fone: (51) 3594-3172